Histórico

A cidade de Garça surgiu no início do século XX a partir da expansão da cafeicultura para o Centro-Oeste Paulista, acompanhada pela construção da Companhia Paulista de Estrada de Ferro. Foi elevada a município em 1929 e chegou a ser conhecida como a Capital do Café. Esta unidade de ensino foi criada, pela Lei Estadual nº 981 de 12 de fevereiro de 1951 com a denominação de Escola Artesanal de Garça, mas seu funcionamento só iniciou sete anos após, no dia 02 de março de 1959 em um prédio municipal localizado na Avenida Brasil, atualmente Dr. Raphael Paes de Barros, nº 522. Foram oferecidos os cursos profissionalizantes para clientela feminina: Artesanal Ordinário de Educação Doméstica, Curso Extraordinário de Corte e Costura, Curso Extraordinário de Educação Doméstica. Para alunos do sexo masculino foram criados: Curso Artesanal Ordinário de Ajustagem Mecânica, Curso de Torneiro Mecânico e Ajustagem Mecânica. No primeiro ano de seu funcionamento contava com 158 alunos inscritos e limitava-se a oferecer formação específica, sem dar o direito ao prosseguimento de estudos. Com a instalação de novas séries e turmas a escola foi crescendo e novos cursos foram sendo instalados, foi o caso do Curso Industrial Básico em 1961.

Em 1965 passou para a esfera estadual,foi transformada em Ginásio Industrial de Garça e oferecendo as séries do antigo ginasial, hoje equivalente de 5ª a 8ª séries, sempre contemplando matérias da área profissionalizante. Em 1972 mudou de prédio, passando a funcionar na Rua Fausto Floriano de Toledo, nº 35.
As seguidas reestruturações da Secretaria do Estado da Educação determinaram mudanças nas suas funções e nome. A partir de 05 de março de 1976 passou a se denominar “Centro Estadual Interescolar” quando todo o ensino médio da cidade foi concentrado apenas nesta unidade escolar e cujas iniciais determinaram o surgimento de um apelido que carrega até hoje: “CEI”. Em 1977 tornou-se Centro Estadual Interescolar “Monsenhor Antonio Magliano” em homenagem ao clérigo que trabalhou por muitos anos na cidade e dedicou-se também à educação e criação de escolas no município.

Em 1981 foi determinada uma nova mudança na denominação: Escola Estadual de Segundo Grau “Monsenhor Antônio Magliano”. Em constante crescimento, com o aumento do número de alunos de segundo grau e, principalmente, interessados em cursos profissionalizantes as instalações físicas se tornaram insuficientes e dificultavam o atendimento à comunidade, gerando estudos de viabilidade e proposta integrada por responsáveis pela educação do estado e do município, para uma troca de prédio com a EEPG (Escola Estadual de Primeiro Grau) “Hilmar Machado de Oliveira”, que ocorreu a partir do dia 28 de dezembro de 1983.
A partir de então o endereço passou a ser Praça Dr. Martinho Funchal de Barros.

Com o passar dos anos o município de Garça foi diversificando sua economia e abrindo espaço para as indústrias na área de eletro-eletrônica, a escola se adaptou aos novos tempos, cresceu e contribuiu para as transformações sócio-econômicas da comunidade, educando jovens, formando mão-de-obra, criando sua tradição, se tornando parte da cidade e da vida da população.

A política do governo do Estado de São Paulo direcionou uma atenção particular à esta unidade escolar, assim como a escolas com história semelhante e a partir de 1985 criou um núcleo de administração especial para as ex-escolas industriais e agrícolas dentro dos quadros da Secretaria da Educação, a DISAETE e passou a denominá-las, respectivamente, ETESG e ETAESG. Esta unidade transformou-se em Escola Técnica Estadual de Segundo Grau “Monsenhor Antônio Magliano”.
Finalmente, o Decreto Estadual nº 38.703, de 31/06/1994 criou a ETE 088 do Município de Garça, incorporando-a ao Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza”.

A cidade possui cerca de 44.019 habitantes, fica no centro do estado de São Paulo, mas atende a mais de quinze pequenas e médias cidades do seu entorno: Gália, Duartina, Cabrália, Alvinlândia, Lupércio, Ubirajara, Fernão, Lucianópolis, Vera Cruz, Álvaro de Carvalho, Júlio Mesquita, Getulina e Pompéia (60 km). Até jovens e adultos da cidade de Marília, maior e com várias instituições que oferecem cursos profissionalizantes, frequentam os nossos cursos. As prefeituras destas cidades oferecem apoio e transporte aos seus estudantes.

A Etec “Monsenhor Antônio Magliano” possui, atualmente, aproximadamente 1.000 alunos, mais de 70 professores e 27 funcionários, além de funcionários terceirizados e voluntários. A unidade Oferece cursos de: Administração, Automação Industrial, Enfermagem, Ensino Médio, Etim de Informática, Etim de Mecatrônica, Informática, Mecânica, Mecatrônica e Segurança do Trabalho.

O município possui ainda a Etec “Deputado Paulo Ornellas de Barros” (Agrícola) e a Fatec “Dep. Júlio Julinho Marcondes de Moura”.